Janeiro 2010 |
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| Por Francisco Fernandes | ||
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Para um observador externo, o Projecto Biomares pode parecer talvez demasiado ambicioso, tantas acções envolvidas num só projecto, tanto trabalho por fazer... no entanto, à medida que entramos em contacto com a intensa rotina desenvolvida ao longo de cada semana, que acaba por ser cumprida, apercebemo-nos que o projecto é um sucesso e que o Parque Marinho Prof. Luiz Saldanha pode ser recuperado. Entrei em contacto com o projecto Biomares através da uma disciplina curricular que tem como objectivo a motivação da nossa intervenção na sociedade. O grupo de trabalho foi constituído no âmbito da disciplina de Área de Projecto, inserida no 12ª ano de escolaridade, do Grupo de Ciências e Tecnologias, da Escola Secundária Fernão Mendes Pinto. O principal objectivo foi o de divulgar o Projecto Biomares e sensibilizar a Escola para a importância deste no Parque Marinho e para a vida marinha na nossa costa. Um dos produtos finais foi o um vídeo com entrevistas com os intervenientes e com imagens das acções do projecto que foi passado na escola. Em anexo pode-se visualizar um pequeno excerto do mesmo. Após a divulgação deste e cumpridos os objectivos da disciplina, não me consegui desligar deste projecto e voluntariei-me para prestar a minha colaboração, na medida do possível. Fui então acolhido pela coordenadora do projecto e pela equipa técnica pela acção de replantação de plantas marinhas nas áreas do Portinho da Arrábida, Galápos e Galapinhos, e, graças à receptividade e disponibilidade da equipa responsável por esta acção, foi-me dada a oportunidade de intervir directamente na replantação de plantas marinhas e deste modo contribuir para salvar as nossas pradarias. Presentemente, como estudante de Biologia Marinha na Universidade do Algarve, é com grande orgulho que recordo o meu trabalho de voluntariado que desenvolvi neste projecto. Intervir directamente nesta experiência, ver as pradarias a expandirem-se e os organismos a ocuparem estas novas áreas, que tanta importância têm nos seus ciclos de vida, é indescritível. A capacidade de mudar algo num curto espaço de tempo, e observar directamente os benefícios que esta mudança trouxe a um dos maiores “hotspots” de biodiversidade é sem dúvida uma mensagem a divulgar. No entanto, toda esta inesquecível e inigualável experiência nunca teria sido possível se a equipa constituída por Diogo Paulo, Joana Boavida, Sandra Rodrigues, Francisco Pires e Diogo Sayanda, com quem criei laços de amizade, não me tivesse acolhido e dado esta oportunidade, a quem deixo o meu agradecimento, não só num âmbito profissional, como também pessoal. Salvar o Parque Marinho Prof. Luiz Saldanha está ao alcance de todos e é uma realidade, é possível! Vamos preservar a nossa biodiversidade marinha! Vamos apoiar o Projecto Biomares! |
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