(Textos adaptados de “European Seagrasses: an introduction to monitoring and management"; publicação da UE projecto (M&Ms) EVK3-CT-2000-00044)
Zostera marina
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| ilustração de Zostera marina |
Distribuição geográfica na costa da Europa |
| (in European seagrasses: an introduction to monitoring and management - publication by the EU project Monitoring and Managing of European Seagrasses (M&MS) EVK3-CT-2000-00044) |
A Zostera marina (nome vulgar – sebas), pode ser encontrada desde as águas geladas da costa Norueguesa às águas mais quentes do Mediterrâneo. É uma espécie muito abundante no Atlântico Norte, tornando-se mais rara à medida que se baixa de latitude. Em Espanha e Portugal as populações tornam-se mais raras formando pequenas pradarias em lagoas e estuários. Estas plantas crescem predominantemente na zona subtidal (sempre coberta de água, mesmo na maré baixa) e podem viver até aos 15 metros de profundidade. São compostas por um rizoma rastejante que cresce na horizontal, forma internós e ramifica na época do crescimento. Na ponta do rizoma está o conjunto de folhas, normalmente em número de três a seis que saem da mesma zona (zona apical); as folhas são em forma de fita e medem de 30 a 60 centímetros. As raízes são finas e crescem nas zonas dos internós podendo atingir 20 centímetros de comprimento. As flores macho e fêmea da Zostera marina encontram-se no mesmo indivíduo e podem ser observadas desde o princípio da Primavera até ao Outono. Na época da floração, os ramos terminais produzem mais feixes de folhas e uma espécie de ramo fininho que suporta as flores. As sementes de 2 a 4 milímetros depois de maduras separam-se e dispersam-se por flutuação. A determinada altura afundam, germinam e dão origem a uma nova planta.
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Pradaria de Zostera marina na Baía do
Portinho da Arrábida |
Flores de Zostera marina em
diferentes estádios de maturação |
Zostera noltii
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| ilustração de Zostera noltii |
Distribuição geográfica na costa da Europa |
| (in European seagrasses: an introduction to monitoring and management - publication by the EU project Monitoring and Managing of European Seagrasses (M&MS) EVK3-CT-2000-00044) |
A Zostera noltii (vulgo sebarrinha) com distribuição geográfica mais ampla que a Zostera marina encontra-se desde a costa norueguesa até África (costa da Mauritânia).
Forma pradarias densas nas zonas intertidais normalmente associadas a zonas lodosas. No entanto, também cresce em zonas mais arenosas e na região subtidal onde compete com as outras espécies melhor adaptadas. É uma planta mais pequena, com grupos de folhas que crescem em todos os internós do rizoma horizontal. O rizoma pode ter muitas ramificações. As folhas, muito mais finas do que as da Zostera marina ou da Cymodocea nodosa, têm cerca de 2 milímetros de largura, com comprimentos que vão desde os 5 até aos 25 centímetros. As flores macho e fêmea encontram-se no mesmo indivíduo como na Zostera marina.
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Pradaria de Zostera noltii na Ria Formosa
e viveiro de ameijoas – zonas cavada à
direita das estacas
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Bióloga a quantificar as flores de
Zostera noltii |
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| Caranguejo a defender a sua pradaria de Zostera noltii |
Flor de Zostera noltii assinalada pelo círculo branco |
Cymodocea nodosa
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| ilustração de Cymodocea nodosa |
Distribuição geográfica na costa da Europa |
| (in European seagrasses: an introduction to monitoring and management - publication by the EU project Monitoring and Managing of European Seagrasses (M&MS) EVK3-CT-2000-00044) |
A Cymodocea nodosa (sebas também) é uma planta característica de águas mais quentes e a sua distribuição vai desde o Mediterrâneo, Ilha da Madeira, Ilhas Canárias, com o seu limite de distribuição sul no Senegal. O limite de distribuição no Atlântico Norte é o Estuário do Rio Sado. Esta espécie pode ser encontrada em zonas de águas pouco profundas como os estuários e lagoas costeiras e em zonas costeiras de mar aberto até aos 50 metros de profundidade como nas Ilhas Canárias e no Mediterrâneo.
Tem um rizoma que cresce na horizontal mas com a particularidade de ter em cada internó, rizomas verticais dos quais saem as folhas em número que varia de 1 a 4 em cada ramo vertical. O rizoma pode crescer vários metros por ano e é por isso considerada uma espécie pioneira e apta a iniciar a colonização de zonas desprovidas de vegetação. Pode ser facilmente distinguida da Zostera marina devido aos seus rizomas verticais e à coloração rosa dos rizomas horizontais. As raízes crescem nos rizomas horizontais e nos verticais. Ao contrário da Zostera marina e da Zostera noltii que têm as flores masculina e femininas na mesma planta, a Cymodocea nodosa tem plantas que produzem flores masculinas e outras que produzem flores femininas. Estas quando caem deixam uma cicatriz; as sementes (8 mm) ficam junto ao rizoma e enterradas no substrato. A floração ocorre entre Maio e Agosto e é considerada um evento relativamente raro, sendo que o crescimento clonal tem maior expressão na dispersão da planta.
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| Cymodocea nodosa |
Sementes de Cymodocea nodosa. Estas encontram-se junto aos rizomas e enterradas no substrato |
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