Temperatura da água do mar tem vindo a aumentar | CCMAR
  • Cientistas salvam corais após tempestades e pedem a sua ajuda
    Investigadores do Centro de Ciências do Mar (CCMAR) estão a recolher um tipo de corais chamados gorgónias, que deram à costa após as recentes tempestades, para as transplantar de volta ao seu habitat natural.
  • ATT: Marine Biogeochemistry Training School
    Faro, Portugal, from the 5th to the 8th of June, 2018. Registration and Fellowship details.
  • Seminários do CCMAR
    Todas as semanas organizamos seminários. É uma oportunidade para dar a conhecer o que fazemos e também promover parcerias com outras instituições e empresas. Entrada livre. Veja o programa completo!
  • CCMAR é o único parceiro português em dois projetos europeus de Aquacultura
    O Centro de Ciências do Mar (CCMAR) é parceiro em dois grandes projetos, financiados pela União Europeia, através de fundos H2020, o PerformFISH e o MedAID. Ambos os projetos serão desenvolvidos por equipas do CCMAR, durante os próximos anos.
  • SIBIC2018
    VII Congress of the Iberian Society for Ichthyology, Faro, Portugal, from the 12th to the 16th of June, 2018. REGISTER NOW
  • 24th IUPAC International Conference on Physical Organic Chemistry (ICPOC 24)
    Will take place in Portugal, Faro, from 1 to 6 July 2018.
 

Temperatura da água do mar tem vindo a aumentar

 

Nas últimas décadas, a temperatura da água do mar tem vindo a aumentar, constatou uma equipa de investigação do CCMAR num estudo comparativo, que analisa o período entre 1950 e 2010. Por cada década, dizem os cientistas, a temperatura aumentou entre 0.1 e 0.2 graus, variando também consoante a região.

O estudo recentemente publicado pela equipa do Centro de Ciências do Mar (CCMAR) indica que o aumento da temperatura da superfície da água não foi homogéneo, variando consoante a região portuguesa. No Sul, o aumento foi duas vezes superior ao registado na costa Oeste, por exemplo.

As diferenças regionais podem estar relacionadas com distintos fatores, como a intensidade e direcção do vento, correntes oceânicas, profundidade, nebulosidade e intensidade do afloramento costeiro, referem os investigadores.

 “Se olharmos para valores mensais, estes aumentos são ainda mais notórios, alcançando aumentos entre 0.4 e 0.5 ∘C por década na primavera e no verão, principalmente nas décadas mais recentes”, explicam Vânia Baptista e Francisco Leitão, autores do estudo.

A variabilidade da temperatura e a sazonalidade são relevantes para a biologia das espécies, pois cada uma pode reagir de modo diferente ao stress térmico, afetando assim o seu ciclo de vida, desencadeando a reprodução e favorecendo o crescimento, por exemplo.

A grande questão que preocupa os investigadores prende-se com o impacto destas mudanças de temperatura no fitoplâncton, zooplâncton e nas comunidades bentónicas, que pertencem a níveis tróficos mais baixos, pois isso terá com certeza implicações ecológicas mais amplas nos níveis mais elevados e, consequentemente nos peixes e no stocks pesqueiros.  

 

Estudo disponível aqui